

Cada dia mais tenho tido vontade de sumir, desaparecer, para ninguém ouvir falar de mim durante um bom tempo. Preciso de um tempo, um tempo sem ninguém para me atormentar, criticar e dizer como eu deveria agir. Um tempo sozinha, eu e meus pensamentos. Mas nesses pensamentos não estaria incluídas lamentações sobre os erros que cometi, sobre como as coisas poderiam se eu tivesse agido de maneira diferente, não mesmo! Chega disso, chega de me martirizar e me culpar por não ser perfeita. Não sou mesmo, cometo erros tremendos, afasto as pessoas de mim, sou egoísta, confusa, complicada. Mas é isso o que sou. Nas muitas vezes em que parei para analisar tudo, minha vida, o rumo que as coisas tomaram e como eu estou hoje, tenho vontade de voltar no passado e mudar tudo, mas depois penso melhor, e vejo que acho que se tivesse essa oportunidade não mudaria tanta coisa assim. Todos os tombos que levei me mudaram muito e me fizeram capaz de enfrentar o mundo. E é isso! Estou aqui pro que der e vier, estou dando minha cara à tapa. Cometi erros, muitos, infelizmente, mas com erros eu aprendi. E ainda estou aprendendo. Aprendi que a melhor maneira de se redimir de um erro é assumindo-o. É amargo o gosto da culpa de ter errado, mas estou assumindo meus erros, arcando com as consequências deles. Aprendi que ás vezes só o tempo é capaz de curar as feridas deixadas pelos nossos erros. Mas não posso deixar de viver enquanto esse tempo passa. E aprendi a nunca desistir, errando ou acertando, mas sempre na tentativa de ser feliz, sempre buscando a felicidade. Pois meus erros são reflexos das minhas tentativas sem sucesso de tentar ser feliz. E então é isso, um dia eu sei que vai valer a pena. Bom, ao menos, eu espero. Oh céus, me tornei um clichê ambulante, mas mesmo sendo extremamente clichê, acho que nunca fui tão verdadeira. — (d-eteriorar)